Parado na frente dela, ele observa seu rosto contorcido num delírio mudo, de riso e choro contidos.
Enquanto ele limpa o balcão para servir-lhe, ela esfrega o rosto tentando se recompor.
"Você está apaixonada por um rapaz que não lhe corresponde?"
Ela sorri, um sorriso curto. Deixa a cabeça tombar até se aconchegar na tábua polida do balcão.
"Eu quero bebida. Uma que me dê amnésia. Eu quero acordar e esquecer. Você se importa? Você teria esse cuidado comigo? Mas devo avisar que talvez eu não reconheça o valor do seu favor, se você cuidar de mim essa noite. Quando chegar amanhã, eu não sei."
