sexta-feira, 15 de setembro de 2006

cegueira

O que será isso que me assombra?
Isso que eu vi.
Uma coisa que eu sentia que somente eu havia visto.
Mas de que adiantava eu ver se não estava lá.
Ele, que era ele mesmo, não via.
Se ele afirmava que não havia, porque eu haveria de duvidar?

Eu insistia.
Esperava que isso fosse aflorar.
Só que eu também tenho pressa.
Eu quero algo pronto, difícil de achar.
A metade da minha vida fácil não me satisfaz.
A metade difícil... metafísica demais.

E eu sou assombrada, construída, sei lá.
Estou num ponto.
Eu sou um ponto.
Eu só tenho uma certeza.
A urgência da morte faz a necessidade do amor.
E sua busca dá prazer.

Eu só quero saber do que pode dar certo.