terça-feira, 3 de outubro de 2006

Numa Pastelaria

Cabia a mim tomar as iniciativas, afinal. Mas, podendo dizer qualquer coisa, eu fiquei sem saber o que dizer... Nos olhamos e sorrimos meio sem graça. Bastou esse olhar um pouco envergonhado de ambas as partes e o momento ficou para a próxima. Baixamos nossas cabeças, eu sobre o caderno, ele sobre o pastél. A chuva cessou, o pastél acabou... Ficamos sem álibi, o tempo voltou a urgir. Ele pagou o lanche e ainda trocamos um tchau antes dele ir embora sei lá pra onde. Fiquei para trás, esperando, andando de uma lado para o outro da pastelaria apressada em ir embora. O telefone tocou. Minha carona estava no próximo quarteirão. Me lancei para a calçada num repente, a chuva ainda estava fraca. No caminho pensei que existem coisas boas que são pra não durar.